terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Costa Victória chega ao Porto de Santos nesta terça

O navio Costa Victória, da Costa Cruzeiros, chegou ao Porto de Santos na manhã desta quarta-feira. Desembarcaram no Terminal de Passageiros Giusfredo Santini - Concais, 871 passageiros. A embarcação deve deixar o cais santista às 18 horas.

Partindo para um cruzeiro de oito noites, o Costa Victória tem como destino a cidade de Buenos Aires. O passeio inclui paradas nas cidades do Rio Janeiro (RJ), Porto Belo (SC) e Montevideo, no Uruguai. O navio, que possui 306 passageiros em trânsito, deve embarcar 1.162 pessoas. A embarcação retorna ao Porto de Santos no dia 25 deste mês.



Texto e Imagem A Tribuna

Seguradoras do Costa Concordia preveem danos de 500 mi de euros.

As seguradoras do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou em frente à costa da ilha italiana do Giglio na última sexta-feira, preveem danos de cerca de 500 milhões de euros, informa o jornal Financial Times Deutschland em sua edição da terça-feira.
A publicação, que cita fontes do setor de seguros, acrescenta que o "Costa Concordia" está segurado por um programa global que sua matriz, a companhia americana Carnival, organizou através da multinacional Aon.

Entre as seguradoras do Costa Concordia estão a alemã Allianz, a francesa Axa, a italiana Generali, a americana XL Insurance e a britânica Royal & Sun Alliance.

A resseguradora alemã Hannover Rück, a terceira maior do mundo, prevê que terá que pagar, pelo menos, 10 milhões de euros, que incluiriam os danos na embarcação, assim como os resseguros para os prejuízos causados por responsabilidade civil, nos quais se contemplam os passageiros e os custos de resgate.

Texto Terra

"Volte a bordo!", disse Guarda Costeira a capitão de cruzeiro.

A guarda costeira italiana pediu em vão ao capitão do cruzeiro italiano que afundou para que voltasse a bordo e vistoriasse a retirada dos passageiros, mas ele se recusou, informou um jornal italiano nesta terça-feira, referindo-se a um registro da conversa.
O Corriere della Sera colocou a gravação, que segundo informou foi registrada pela guarda costeira, em seu site na Internet. A informação está de acordo com relatos que vazaram nos últimos dias, desde que o Costa Concordia bateu em rochas na noite de sexta-feira perto de uma ilha no litoral oeste da Itália. Seis pessoas morreram e 29 continuam desaparecidas.

O capitão Francesco Schettino está preso, acusado de homicídio múltiplo, de causar o acidente e de abandonar o navio.

Parte da gravação diz:

Guarda costeira ao capitão (que já tinha deixado o navio): "Há pessoas descendo a escada na proa. Volte na direção oposta, volte ao navio, e diga-me quantas pessoas são e o que têm a bordo."

"Diga-me se há crianças e mulheres e de que tipo de ajuda necessitam. E diga-me o número em cada uma dessas categorias. Ficou claro?!"

"Escute, Schettino, talvez você tenha se salvado do mar, mas eu farei com que você apareça muito mal. Farei você pagar por isso. Droga, volte a bordo!"

O capitão para a guarda costeira: "Por favor..."

A guarda costeira ao capitão: "Não tem por favor. Volte a bordo. Assegure-me de que você está voltando a bordo do navio!"

Texto Terra

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Imagens de satélite mostram desvio de rota de navio naufragado


A publicação especializada em navegação "Lloyd's List" publicou o que afirma ser uma comparação entre as rotas do navio Costa Concordia dos dias 6 e 13 de janeiro.

Ela confirmaria que, em 13 de janeiro, o navio mudou de rumo na sua viagem entre Civitavecchia e Savona, o que poderia ter provocado o acidente que matou ao menos 6 pessoas na última sexta-feira.

A publicação afirma ter usado informações de satélites.

A Costa Cruzeiros, empresa italiana dona do barco, acusou o capitão de ter feito um desvio não autorizado da rota e afirmou que o desastre foi provocado por erro humano.

Os trabalhos de resgate, no interior do navio parcialmente submerso, continuavam nesta segunda-feira (16).

Ainda havia pelo menos 29 desaparecidos, segundo a Guarda Costeira.

Estavam a bordo do navio 57 brasileiros, segundo o Itamaraty.

Não há notícias de brasileiros entre os mortos, feridos e desaparecidos.

Costa diz que tripulantes foram herois

O capitão do transatlântico que se acidentou na costa da Itália, deixando ao menos seis mortos, quebrou as regras em um erro "inexplicável", afirmou o chefe da empresa proprietária do navio nesta segunda-feira. Mas Pier Luigi Foshi, o chefe-executivo do Costa Crociere, também homenageou os membros da tripulação do Concordia Costa por seu papel no resgate dos passageiros, afirmando que todos eles "se comportaram como heróis".
"Eles conseguiram evacuar mais de 4 mil pessoas em duas horas", disse Foschi aos jornalistas em uma coletiva de imprensa em Gênova, lutando para conter as lágrimas.

O comandante do navio, Francesco Schettino, e o primeiro oficial Ciro Ambrosio abandonaram a embarcação antes que todos os passageiros fossem resgatados, e promotores italianos afirmam que podem enfrentar acusações de homicídio múltiplo.

O jornal italiano Corriere della Sera informou nesta segunda-feira que Schettino navegou com o navio perto das margens rochosas da Ilha Giglio para agradar o maitre, procedente daquela região.

Foschi afirmou que o percurso que o capitão decidiu seguir era "sua própria iniciativa, contrária às regras escritas" da empresa.

"Ele realizou uma manobra que não tinha sido aprovada por nós e nos dissociamos de tal comportamento", acrescentou. No entanto, ele afirmou que o fator humano neste episódio era "inexplicável".

Foschi também pediu prudência antes de julgar as ações do capitão após o desastre, afirmando que existem "testemunhas confiáveis" que comprovaram que ele que ficou a bordo "muito tempo".

O Costa Crociere, a maior operadora europeia de cruzeiros, afirmou em um comunicado no domingo que, aparentemente, Schettino havia "cometido erros de julgamento que tiveram sérias consequências".

"Se tivesse ocorrido um problema técnico, o alarme teria soado", disse Foschi. "Não houve problema com a segurança no navio. Ele tem características de segurança ultra-seguras".

Ele ressaltou que os inspetores visitaram o navio em dezembro e realizaram evacuações simuladas sem notar nada de anormal.

Ao responder a um jornalista, Foschi negou raivosamente que a empresa, uma subsidiária do grupo americano Carnival, tenha feito cortes no orçamento de segurança para seus navios. "Nós nunca, absolutamente nunca, planejamos esses cortes", acrescentou.

Ele previu que a empresa irá passar por um período difícil como resultado do desastre, mas acredita que sua reputação será restaurada. "Há um milhão de clientes fiéis que nos apoiam", disse ele, citando mensagens de solidariedade de ex-passageiros.

Ao estimar o custo imediato e direto do acidente em 93 milhões de dólares, afirmou que a empresa tem bases sólidas financeiramente, acrescentando: "Temos 24 mil funcionários para proteger".

"Não há dúvida sobre mudar o nome da empresa ou as suas perspectivas", disse, descartando qualquer impacto a longo prazo na indústria de cruzeiros.

Em relação ao Costa Concordia, Foschi afirmou que ainda não sabe se ele sofreu uma "perda total" ou se poderá ser recuperado para voltar ao serviço. Avisando que um resgate seria "muito difícil", disse que a empresa saberia no domingo como agir.

Texto Terra

Dona de navio italiano descarta vazamento; resgate é retomado

Em entrevista coletiva a jornalistas estrangeiros em Gênova, Pier Luigi Foschi, presidente da Costa Cruzeiros --dona do navio Costa Concordia, que adernou na Itália durante o fim de semana deixando ao menos seis mortos-- afirmou nesta segunda-feira que não há sinais evidentes de vazamento na região do acidente. No local, o resgate foi retomado após ter sido interrompido pelo mau tempo e inclinação da embarcação. Foschi disse que há uma "grande quantidade" de diesel ainda nos tanques do navio, mas que não saiu da embarcação. Ele afirma que o combustível ainda é queimado pelos motores. Estima-se que os tanques ainda tenham 2,4 mil toneladas de óleo, o que causaria um desastre ambiental de grandes proporções. Isso afetaria diretamente o ecossistema do Mar Tirreno, no Mediterrâneo, e o turismo da costa do Estado da Toscana.

"Retomamos as operações de busca depois de verificar que o navio está estável", disse Luca Cari, porta-voz dos bombeiros, após destacar que o vento e a chuva cessaram, acalmando o mar em torno da embarcação.

O presidente da companhia ainda reiterou que pretende oferecer indenização "de acordo as leis italianas" e recolocação dos passageiros reservados em outras embarcações da companhia. Ele voltou a afirmar que o acidente aconteceu por falha humana.

Mais cedo, Foschi afirmou que o Costa Concordia passou por testes de segurança em 2011 e que uma vez que o resgate e o atendimento dos passageiros esteja concluída, a Costa Crociere deve ter como prioridade avaliar os riscos ambientais do acidente.

O presidente da companhia disse ainda que o comandante da embarcação, Francesco Schettino, terá auxílio jurídico, mas que não pode descartar os evidências de erro humano durante o acidente e que "uma alteração de rota não autorizada" foi executada pouco antes de o navio atingir uma rocha.

Pelo menos 15 passageiros continuam desaparecidos. De acordo com a emissora britânica BBC, os trabalhos de resgate foram suspensos na manhã desta segunda-feira devido ao mau tempo e ao aumento da inclinação do navio, movendo-se 9 centímetros na vertical e 1,5 centímetro na horizontal por causa da agitação do mar.

A expectativa é retomar as operações assim que possível.



Durante a manhã de segunda-feira, o ministro italiano do Meio Ambiente, Corrado Clini, afirmou que o acidente representa "um risco muito alto" para o meio ambiente da ilha de Giglio e "uma intervenção é urgente".

"O objetivo é evitar que o combustível vaze do navio. Nós trabalhamos com esta possibilidade".

O navio tinha 4.229 pessoas a bordo. Entre os passageiros, a operadora informou ao Itamaraty que há 53 brasileiros, mas esse número pode ser maior.

PREJUÍZOS

O jornal "Financial Times" informou que a Carnival, grupo que opera 11 diferentes marcas de linhas de cruzeiros, entre elas a Costa, deve ter US$ 95 milhões de prejuízos devido ao acidente neste ano contábil.



Já a BBC revela que a queda do valor das ações do grupo nas Bolsas já custa US$ 1 bilhão à companhia.

As ações da empresa, que estão nas Bolsas de Nova York e Londres, caíram 21% na abertura dos mercados nesta segunda-feira.

ERRO

A empresa admitiu neste domingo que o comandante Francesco Schettino "cometeu erros de julgamento" e "não observou os procedimentos" para situações de emergência.

"A Justiça, com a qual a Costa Cruzeiros colabora, determinou a prisão do comandante, contra quem pesam graves acusações", destacou a companhia.

"Parece que o comandante cometeu erros de julgamento que tiveram graves consequências" e que "suas decisões na gestão da emergência ignoraram os procedimentos da Costa Cruzeiros, que seguem as normas internacionais", afirmou a empresa.

Schettino foi preso no sábado. Ele é acusado de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) múltiplo, de ter provocado um naufrágio e de ter saído do navio quando ainda pessoas a serem resgatadas.

O procurador da região de Grosseto, Francesco Verusio, que investiga o caso, alega que o capitão fez uma manobra "malfeita" ao se aproximar excessivamente da ilha. Schettino ainda teria falhado em lançar um alerta de socorro.
No comunicado, a "Costa Crociere" destaca que o comandante, que entrou na companhia em 2002, como responsável de segurança, foi promovido a capitão em 2006, após concluir todos os cursos de formação.

A companhia afirma ainda que a tripulação "realizam exercícios de evacuação a cada duas semanas" e que os "passageiros participam igualmente de um exercício" de abandono de navio logo após o embarque.

TRAJETÓRIA

O promotor de Grosseto, Francesco Verusio, confirmou neste domingo que o comandante Schettino saiu do barco "muito antes de que todos os passageiros fossem retirados", e acrescentou que "a trajetória seguida pelo navio de cruzeiro não era boa".

Segundo a imprensa italiana, o comandante estava em terra às 23h40 (20h40 de Brasília), e os últimos passageiros só foram resgatados por volta das 05h00 GMT (03h00 de Brasília).

Várias testemunhas e homens da Guarda Costeira afirmaram que o Costa Concordia navegava perto demais da costa da ilha de Giglio, situada no litoral do sul da Toscana.

Segundo alguns, o navio estava fazendo uma manobra chamada "reverência" para saudar os 800 moradores da ilha de Giglio.

O promotor Verusio afirma que o comandante "se aproximou de forma imprudente da ilha de Giglio, e o navio se chocou contra uma rocha que destruiu boa parte de seu lado esquerdo, fazendo a embarcação adernar e receber uma enorme quantidade de água em dois ou três minutos".



Texto e Imagem A Folha

Proprietários do navio atribuem acidente a "erro humano"


O presidente e CEO da Costa Cruzeiros, Pier Luigi Foschi, atribuiu o acidente com o navio Costa Concordia a um "erro humano" do comandante Francesco Schettino. "A empresa ficará com o capitão e lhe dará toda a assistência necessária, mas temos de reconhecer os fatos e não podemos negar um erro humano", disse ele durante uma coletiva de imprensa em Gênova concedida pelos proprietários da empresa.
"A companhia desaprova o comportamento que causou o acidente, ao decidir desviar o navio de sua rota ideal", afirmou Foschi, garantindo que o navio, com mais de 4 mil pessoas a bordo, não tinha qualquer problema. Froschi salientou que o navio passou por todas as avaliações de segurança realizadas em 2011. "Esses navios são ultrasseguros. Esse é um acontecimento excepcional, que era imprevisível.

As operações de resgate foram suspensas nesta segunda-feira por tempo indeterminado depois que o navio deslizou da rocha onde estava apoiado, disse um porta-voz dos bombeiros. "Houve um deslizamento de nove centímetros verticalmente e 1,5 centímetro horizontalmente. Nós saímos imediatamente. Isto é algo com que temos de nos preocupar", afirmou. Foschi também pediu desculpas e ofereceu condolências pelo acidente.

Risco ambiental
Mais cedo, o ministro italiano do Meio Ambiente, Corradio Clini, afirmou que é preciso uma "intervenção urgente" para evitar que sejam derramadas as 2.380 toneladas de combustível transportadas pela embarcação. "O objetivo é evitar que o combustível vaze do navio. Nós trabalhamos com esta possibilidade", declarou o ministro.

"O barco tem os depósitos cheios de combustível, um diesel denso, que poderia vazar até o fundo do mar. Seria um verdadeiro desastre", ressaltou, após lembrar que o arquipélago da Toscana, formado por sete ilhas, é uma das regiões mais protegidas e delicadas da Itália e desde 1996 é o maior parque marinho da Europa. "A ilha, talvez todo o arquipélago, e a costa estão ameaçados", acrescentou.

Terra